Em resumo
O INSS negou cerca de 4,3 milhões de pedidos no 1º semestre de 2026 (51%) e concedeu 4,2 milhões. A fila com mais de 45 dias caiu de 1,882 milhão em janeiro para 374 mil em julho. O órgão diz que as rejeições não decorrem da aceleração. Cabe recurso em 30 dias.
O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) negou aproximadamente 4,3 milhões de pedidos de benefício no primeiro semestre de 2026. No mesmo período, foram concedidos 4,2 milhões, o que deixa a taxa de indeferimento em torno de 51% e a de concessão em 49,5%.
Os números aparecem justamente quando o governo federal exibe a redução da fila. Os processos parados havia mais de 45 dias caíram de 1,882 milhão, em janeiro, para 374 mil em julho. Naquele mês, o instituto concluiu 1,658 milhão de análises, recorde mensal.
O INSS nega que a aceleração tenha levado a mais rejeições. Segundo o órgão, quanto mais processos acumulados são examinados, maior fica o número absoluto de decisões, favoráveis ou não. A autarquia lembra que a taxa de concessão ficou em 50,6% em 2021 e 50,5% em 2022.
Entre os benefícios por incapacidade, o principal motivo de negativa em julho foi a perícia médica não reconhecer a incapacidade. No Benefício de Prestação Continuada (BPC), pesou o não cumprimento do critério de deficiência. Nas pensões, a falha mais comum foi não comprovar a condição de dependente.
A queda da fila ganha peso político em ano eleitoral e pode ser usada pelo governo como vitrine de gestão, depois de anos de críticas à demora. O segurado que tiver o pedido negado pode apresentar recurso administrativo em até 30 dias.
Conteúdo produzido pela Redação Sai na Mídia. Fonte consultada: Metrópoles — Política.
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