Em resumo

A CNC estima que o Dia dos Pais de 2026 movimente R$ 8,52 bilhões no varejo. O economista Fabio Bentes diz que o endividamento das famílias e o crédito caro, com juros de 14% ao ano, limitam o consumo. Vestuário, calçados, perfumes e eletrônicos devem ser os mais vendidos, e consumidores devem buscar opções mais baratas.

O Dia dos Pais deve movimentar R$ 8,52 bilhões no varejo brasileiro em 2026, segundo estimativa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). A projeção vem acompanhada de um alerta: as famílias estão mais cautelosas na hora de comprar.

De acordo com a entidade, o custo do crédito, o alto endividamento e a necessidade de planejamento financeiro pesam nas decisões de compra. Os consumidores tendem a pesquisar mais e a optar por produtos de menor valor ou marcas mais acessíveis.

O economista-chefe da CNC, Fabio Bentes, afirmou que a queda do desemprego e a alta da renda favorecem as vendas, mas ressaltou que "o alto nível de endividamento das famílias e a fragilidade das condições de financiamento atuam como fatores limitantes".

Para a confederação, os juros elevados, hoje em 14% ao ano, afetam principalmente compras de maior valor, que dependem de financiamento ou parcelamento longo. A inflação em determinados produtos também pode reduzir o valor médio dos presentes.

Os segmentos mais beneficiados devem ser vestuário, calçados, perfumes, eletrônicos e itens de uso pessoal, além de presentes ligados a experiências. A data segue atrás do Natal e do Dia das Mães em movimento no comércio.

Conteúdo produzido pela Redação Sai na Mídia. Fonte consultada: Metrópoles — Entorno.

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