Em resumo
A defesa de Karen de Moura Tanaka Mori, a Japa do PCC, disse à Justiça de SP que o passaporte dela foi apreendido pela polícia. A juíza Paula Cattan condicionou a retirada da tornozeleira à entrega do documento e pediu explicações à PF e à Polícia Civil. Karen, em prisão domiciliar desde 2024, é suspeita de lavar dinheiro do PCC.
A defesa de Karen de Moura Tanaka Mori, conhecida como Japa do PCC, informou à Justiça de São Paulo que não tem o passaporte da investigada porque o documento teria sido apreendido pela polícia durante um mandado de busca. A entrega do passaporte é uma das condições impostas na decisão que revogou o uso da tornozeleira e o recolhimento noturno.
A juíza Paula Regina Schempf Cattan, da Vara Estadual das Garantias de Organizações Criminosas e Lavagem de Bens, determinou que o monitoramento eletrônico só seja retirado depois da entrega do documento. Diante da alegação da defesa, ela pediu esclarecimentos à Polícia Federal e à Polícia Civil.
Karen está em prisão domiciliar desde 2024, suspeita de lavagem de dinheiro e organização criminosa. Na operação que levou à prisão, a polícia apreendeu mais de R$ 1 milhão em espécie, mais de US$ 50 mil e um carro de luxo em sua casa.
Segundo as investigações, ela era companheira de Wagner Ferreira da Silva, o "Cabelo Duro", apontado como integrante de destaque do PCC. Depois da morte dele, em 2018, Karen abriu empresas que movimentaram mais de R$ 35 milhões, valor considerado incompatível com seu patrimônio, com suspeita de uso de dinheiro do tráfico.
O caso também levou a Polícia Civil paulista a investigar Samara Martins e Thiago Stabile, sócios de Virginia Fonseca na WePink. A defesa de Karen sustenta a inocência dela e diz que vai provar a origem lícita dos recursos quando houver denúncia formal do Ministério Público.
Conteúdo produzido pela Redação Sai na Mídia. Fonte consultada: Metrópoles — Entorno.
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