Em resumo

Em 8 de agosto, o prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere (PSD), pediu à Anac a suspensão temporária e a fiscalização de voos panorâmicos de helicóptero, após a queda de um Robinson R44 da Voos Rio Panorâmico na Floresta da Tijuca que matou três turistas colombianas e o piloto. A Anac diz que a aeronave estava regular. O Cenipa investiga.

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Cavaliere (PSD), defendeu neste sábado (8) a suspensão temporária dos passeios panorâmicos de helicóptero na cidade, acompanhada de uma fiscalização mais rigorosa. Ele afirmou ter enviado à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) um pedido formal de vistoria.

A cobrança veio depois que um helicóptero que fazia um voo turístico caiu no Alto da Boa Vista, em uma encosta da Floresta da Tijuca, matando as turistas colombianas Rocio Cubillos, Sofia Murillo e Wendy Manrique, da mesma família, e o piloto Alessandro Rocha. Após o impacto, houve explosão e incêndio na vegetação.

Segundo Cavaliere, a Anac sinalizou que pode interromper os passeios por até duas semanas para inspecionar helipontos, aeronaves e manutenção. O prefeito destacou que este é mais um acidente com helicópteros na cidade em um intervalo de um ou dois meses.

A aeronave, um Robinson R44 de matrícula PP-MFS fabricado em 2001, pertencia à Voos Rio Panorâmico e estava em situação regular, segundo registros da agência. As turistas pagaram R$ 2.550 por um passeio de cerca de 20 minutos, feito sem as portas laterais.

O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) e a Polícia Civil investigam o caso. Na certificação da empresa, em 2025, a Anac não encontrou falhas que impedissem a liberação, mas apontou a necessidade de registro mais completo dos riscos e das medidas para reduzi-los.

Conteúdo produzido pela Redação Sai na Mídia. Fonte consultada: Metrópoles — Entorno.

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