O STJ (Superior Tribunal de Justiça) decidiu abrir um processo disciplinar contra o ministro Marco Buzzi, após uma sindicância interna investigar denúncias de importunação sexual. O relatório, que foi entregue aos ministros nesta sexta-feira (10), concluiu que havia indícios suficientes para dar andamento ao caso. A sessão que vai discutir se as acusações devem seguir ou ser arquivadas está marcada para a próxima terça-feira (14). Buzzi nega as acusações e, em março, sua defesa afirmou que ele não cometeu nenhum ato impróprio, alegando que provas seriam apresentadas para comprovar sua inocência.
O relatório recomenda a preservação das imagens dos corredores do sétimo andar do tribunal, onde fica o gabinete de Buzzi. As denúncias incluem relatos de uma ex-funcionária do ministro e uma jovem que, segundo ela, foi abordada de maneira inadequada durante um banho de mar. Ministros que analisaram o documento consideram que os indícios são preocupantes e reforçam a gravidade da situação, que é inédita no STJ. Além disso, a comissão sugere que um novo grupo seja sorteado para conduzir o processo, uma medida que visa evitar futuras nulidades.
Para quem quiser acompanhar o andamento do caso, as sessões do STJ são públicas e podem ser acessadas através do site oficial do tribunal. Denúncias e informações também podem ser encaminhadas pelos canais de atendimento disponíveis. O que se espera agora é que a próxima sessão determine se o caso vai para um processo administrativo disciplinar ou será arquivado. Se o PAD for aceito, Buzzi terá a oportunidade de se defender e, posteriormente, o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) revisará o processo. Para que ocorra a aposentadoria compulsória do ministro, são necessários pelo menos 22 votos entre os 33 ministros da corte.