Na última quinta-feira (09), uma reviravolta política aconteceu no Rio Grande do Sul. O diretório estadual do PT decidiu apoiar a candidata do PDT ao governo, Juliana Brizola, após pressão do ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, e da cúpula nacional do partido. A mudança de posição foi uma resposta a uma tentativa de fortalecer alianças em prol da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
José Dirceu enviou uma carta ao presidente do PT, Edinho Silva, e ao Grupo Tático Eleitoral (GTE), que cuida das estratégias eleitorais do partido. Ele argumentou que a legenda estava abrindo mão de suas próprias candidaturas em diversos estados, o que, na visão dele, não se tratava de uma intervenção, mas sim da aplicação de uma tática definida pelo diretório nacional. O PT gaúcho, que apoiava o ex-deputado Edegar Pretto, expressou descontentamento com o que considerou uma tentativa de controle por parte da direção nacional.
A intervenção de Dirceu visou equilibrar a disputa interna, que contava com nomes importantes do PT, como os ex-governadores Tarso Genro e Olívio Dutra, que defendiam Pretto. Tarso, ex-presidente do partido e ex-ministro, criticou a possibilidade de intervenção, ressaltando a importância da autonomia do PT gaúcho, que já governou o estado em duas ocasiões. O Rio Grande do Sul foi um dos três estados onde o PDT buscou apoio do PT para formalizar uma aliança nacional com Lula.
Para quem deseja acompanhar as movimentações políticas, as sessões do diretório do PT podem ser acompanhadas online, e denúncias podem ser feitas pelos canais oficiais do partido. A expectativa é que essa aliança fortaleça o palanque de Lula no estado e que novos passos sejam dados nas próximas semanas, com audiências públicas e uma agenda de votação em andamento.