Recentemente, mudanças no primeiro escalão do governo federal fortaleceram a posição de Guilherme Boulos (PSOL), que é chefe da Secretaria-Geral da Presidência. Desde que tomou posse em 29 de outubro, Boulos ganhou novas responsabilidades, como defender o governo nas redes sociais e interagir com movimentos sociais. Essa ampliação de influência ocorreu principalmente com a desincompatibilização dos ministros que se candidataram a cargos nas eleições, permitindo que ele participasse das reuniões do conselho de campanha do presidente Lula (PT).
Boulos tem se destacado em questões importantes, como a regulamentação do trabalho por aplicativos e o fim da escala 6×1. Sua atuação ganhou mais visibilidade quando foi chamado para negociar com caminhoneiros, especialmente com o crescimento de Flávio Bolsonaro (PL) nas pesquisas. De acordo com a Folha, Lula tem se reunido com um grupo de conselheiros, majoritariamente petistas, para discutir estratégias eleitorais. Entre os integrantes estão nomes como Edinho Silva, Sérgio Gabrielli e Camilo Santana, além de outros ex-ministros e dirigentes do PT.
Essa dinâmica, no entanto, não é isenta de desafios. Boulos enfrentou resistência de colegas ao ser um dos principais responsáveis pela revogação de um decreto sobre concessão de hidrovias na Amazônia, um projeto que gerou controvérsias entre comunidades locais e outros ministérios. Apesar disso, sua presença no conselho é um sinal de prestígio, embora não assegure acesso imediato ao grupo mais próximo de Lula.
Para quem deseja acompanhar essas movimentações, as sessões do governo podem ser acompanhadas por meio dos canais oficiais, onde também é possível acessar documentos e informações relevantes. Nos próximos meses, a expectativa é que Boulos continue a desempenhar um papel central na articulação política do governo, especialmente com a proximidade das eleições, enquanto se discute a composição do novo comitê eleitoral.