Recentemente, Fabio Wajngarten, ex-secretário de Comunicação Social do governo Jair Bolsonaro e antigo assessor do PL, começou a atuar na defesa de Daniel Vorcaro, ex-banqueiro do Banco Master, através de sua empresa, a WF Comunicação. Documentos da Receita Federal enviados à CPI do Crime Organizado do Senado revelam que a WF recebeu pelo menos R$ 3,8 milhões do Banco Master em 2025, mas não há informações sobre valores de 2026. Wajngarten afirma que foi contratado por indicação dos advogados de Vorcaro e que participa ativamente das reuniões sobre a defesa do ex-banqueiro.
O contrato firmado entre Wajngarten e o Banco Master inclui cláusulas de confidencialidade, o que impede a divulgação de detalhes. Ele também ressaltou que não ocupa mais cargos públicos há mais de cinco anos. A defesa de Vorcaro já contou com diversos advogados, como Walfrido Warde e Pierpaolo Bottini, e atualmente é liderada por Leonardo e José Luis Oliveira Lima, o Juca. Vorcaro está preso em Brasília e está negociando um acordo de delação premiada. Sua prisão ocorreu em novembro do ano passado, durante a Operação Compliance Zero, que também levou à liquidação do Banco Master.
Além disso, documentos mostram que o Banco Master fez pagamentos significativos a advogados e empresas ligadas a figuras políticas proeminentes, incluindo Michel Temer e membros do União Brasil. Os dados indicam que, entre 2022 e 2025, o banco desembolsou cerca de R$ 80 milhões para um escritório de advocacia associado à esposa do ministro do STF Alexandre de Moraes. Parte desses valores foi retida devido a impostos.
Para acompanhar as investigações e sessões da CPI, os interessados podem acessar os canais oficiais do Senado e consultar documentos disponíveis publicamente. A CPI continua em sua tramitação e novas audiências públicas devem ser agendadas em breve.