Nesta segunda-feira (6), o senador Flávio Bolsonaro (PL) comentou sobre as investigações relacionadas ao caso de “rachadinha” que ocorreram em seu antigo gabinete na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Durante uma entrevista ao podcast Inteligência Ltda., ele classificou as investigações como “espuma” e alegou que foram um ataque planejado para manchar sua reputação. As investigações foram encerradas após o STF e o STJ anularem as provas coletadas em 2021, deixando dúvidas sobre sua movimentação financeira antes de assumir o Senado.
Flávio foi denunciado pela Procuradoria-Geral de Justiça do Rio de Janeiro em 2020, sob a acusação de liderar uma organização criminosa que supostamente desviou R$ 6 milhões em recursos públicos. Ele tentou se desvincular das acusações, afirmando que não há nenhuma ligação financeira com seus assessores e que nunca teve um processo criminal contra ele. Sobre Fabrício Queiroz, seu ex-assessor que se tornou central nas investigações, Flávio disse que Queiroz tinha autonomia em sua equipe, mas negou qualquer envolvimento nas ações dele.
Apesar do arquivamento das investigações, o Ministério Público do Rio de Janeiro ainda identificou movimentações financeiras suspeitas, como depósitos em dinheiro vivo na conta de Flávio, totalizando R$ 281,5 mil, que não têm explicação clara em relação à sua renda declarada. Parte das despesas dele foi coberta com dinheiro vivo, e há indícios de que diversos pagamentos, incluindo impostos e despesas pessoais, foram feitos dessa forma.
Para acompanhar as sessões e investigações relacionadas, os cidadãos podem acessar os canais oficiais da Assembleia Legislativa e do Ministério Público. As próximas etapas ainda não estão definidas, mas o caso continua sendo monitorado por órgãos competentes.