Recentemente, o clima entre os apoiadores de Jair Bolsonaro nas redes sociais tem sido conturbado. Após a Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC) nos Estados Unidos, onde Flávio Bolsonaro se apresentou como uma opção para 2026, o cenário interno do bolsonarismo se mostrou fragmentado. Dados da Palver, que monitora mais de 100 mil grupos de WhatsApp e Telegram, indicam que Flávio representa 46,5% das menções, mas 14% das mensagens se referem a disputas internas no PL, enquanto 18% clamam por unidade.
Essas rivalidades internas estão se intensificando. Eduardo Bolsonaro criticou publicamente Nikolas Ferreira, chamando-o de “versão caricata de si mesmo” e gerando reações agressivas em grupos bolsonaristas, onde cerca de 20% das mensagens sobre Nikolas trazem comentários hostis. Apesar de a cúpula nacional do PL apoiar a filiação do senador Cleitinho, Nikolas parece querer controlar quem entra e sai do partido em Minas Gerais, o que pode indicar uma tentativa de evitar concorrência dentro da direita.
Por outro lado, a candidatura de Flávio Bolsonaro continua forte, com 58% das menções a ele sendo positivas. Seu discurso na CPAC e pesquisas recentes que o colocam em empate técnico com Lula têm contribuído para isso. No entanto, a polarização interna também gera críticas, especialmente a partir das mensagens de esquerda que questionam a postura do bolsonarismo em relação aos interesses americanos.
Para quem deseja acompanhar essa situação mais de perto, é possível seguir as sessões legislativas e acessar informações sobre denúncias e documentos oficiais nos sites das câmaras e assembleias estaduais. A agenda de votação e audiências públicas também pode ser acompanhada por meio desses canais. Com o cenário interno tumultuado, os próximos passos para a direita bolsonarista serão cruciais para determinar seu desempenho nas eleições de 2026.