A Justiça Estadual do Paraná decidiu que a Copa Brasil Feminina de Vôlei vai acontecer em Londrina, nos dias 27 e 28 de outubro, após a Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) entrar com um pedido na justiça. A decisão foi tomada pelo juiz Marcus Renato Nogueira Garcia, que determinou que a prefeitura não pode bloquear o evento. A CBV também acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o caso, que está sob a relatoria da ministra Carmén Lúcia. Enquanto isso, a assessoria da prefeitura ainda não se manifestou sobre a situação.
A polêmica começou quando um requerimento aprovado pela Câmara Municipal de Londrina sugeriu que a prefeitura impedisse a participação da jogadora Tifanny Abreu, mulher trans que joga pelo Osasco Voleibol Clube. O pedido se baseou em uma lei municipal de 2024 que proíbe a participação de atletas que não correspondam ao sexo biológico de seu nascimento em competições esportivas na cidade. O requerimento teve 12 votos a favor e 4 contra, sendo proposto pela vereadora Jessicão (PP), que defendeu a legalidade da medida, afirmando que estava apenas buscando o cumprimento da lei.
O juiz, em sua decisão, destacou a inconstitucionalidade da lei municipal, afirmando que ela viola a liberdade e dignidade das pessoas trans. Por outro lado, a vereadora Paula Vicente (PT) manifestou-se contra a proposta, ressaltando que está buscando apoio do Ministério Público e da Defensoria Pública para que a lei seja derrubada.
Os fãs de vôlei podem acompanhar a Copa Brasil Feminina ao vivo em canais de esporte, mas os detalhes de transmissão ainda precisam ser confirmados. Com a competição se aproximando, a expectativa é alta para os próximos jogos, e a participação de Tifanny será um ponto de atenção.