Guadalajara, uma das sedes da Copa do Mundo de 2026, está enfrentando um cenário complicado em meio a preocupações com segurança. A cidade, que receberá quatro jogos do torneio, se preparava com tecnologia avançada, como drones e videovigilância, mas a morte do narcotraficante Nemesio “El Mencho” Oseguera, em uma operação militar, gerou uma onda de violência. No último domingo (22), o cartel CJNG, do qual Oseguera era líder, provocou bloqueios de estradas e ataques em vários pontos do país, levando à suspensão de duas partidas em Jalisco e uma em Querétaro.
A situação em Guadalajara ficou tensa com ruas desertas e o fechamento de muitos comércios na segunda-feira seguinte à violência. Além disso, as aulas foram suspensas em Jalisco e em outros estados. Com mais de 12 mil pessoas desaparecidas na região, a cidade é uma das mais afetadas pela violência relacionada ao narcotráfico, e a população local expressa sua preocupação com a realização da Copa do Mundo em meio a esse clima de incerteza. “Acho que não há nada a comemorar”, declarou Carmen Ponce, que busca seu irmão desaparecido desde 2020.
As autoridades de Jalisco tentam garantir a segurança para o evento, com planos de aumentar o número de câmeras de vigilância de 7.000 para 13.000. No entanto, a morte de Oseguera reacendeu o medo entre os moradores. A FIFA ainda não se pronunciou sobre o assunto, enquanto os preparativos continuam. Os torcedores que desejam acompanhar os jogos podem procurar informações sobre ingressos e transmissões em canais oficiais. Enquanto isso, a cidade se prepara para os próximos desafios, incluindo o torneio de repescagem que definirá as últimas seleções para a Copa.