A Justiça argentina proibiu Claudio Tapia, presidente da AFA (Associação do Futebol Argentino), de deixar o país e o convocou para depor em um caso de suposta sonegação fiscal. A decisão foi divulgada na última quinta-feira (19) e envolve também outros três dirigentes da AFA, que supervisiona a seleção atual campeã mundial. O depoimento de Tapia está marcado para o dia 5 de março, um dia antes do tesoureiro da entidade, Pablo Toviggino, ser ouvido. A denúncia foi feita pela ARCA (Receita Federal Argentina), que alega sonegação e desvio de verbas da previdência social.
A AFA se manifestou, afirmando que não possui dívidas com as autoridades fiscais e considera injustificável a convocação de seu presidente. Em comunicado, a associação disse que as obrigações fiscais mencionadas ainda não venceram e não podem ser cobradas, defendendo a ausência de qualquer crime no caso. Além disso, a AFA caracteriza a situação como uma “campanha difamatória” relacionada a uma disputa comercial envolvendo a organização de amistosos da seleção argentina.
A situação pode impactar a presença de Tapia na Finalíssima contra a Espanha, programada para 27 de março no Qatar. Esse duelo é crucial, pois será a última partida oficial da Argentina antes da Copa do Mundo da América do Norte, que acontece de 11 de junho a 19 de julho. As investigações em torno da AFA também incluem um caso de possível lavagem de dinheiro, que resultou em uma operação de busca e apreensão no ano passado.
Os torcedores podem acompanhar os próximos jogos da Argentina pela TV, em canais que transmitem o futebol internacional. A tabela completa dos compromissos da seleção e informações sobre ingressos podem ser encontradas no site da AFA e nas redes sociais oficiais da entidade.