Neste sábado (14), Lucas Pinheiro Braathen fez história ao garantir a 171ª medalha olímpica do Brasil, a primeira nos Jogos de Inverno, ao competir no esqui alpino. A conquista chegou em meio às celebrações do Carnaval, trazendo um momento de alegria para o país. Apesar da festa, algumas críticas surgiram devido à origem do atleta, que nasceu na Noruega. Contudo, Lucas é filho de mãe brasileira e atende aos critérios da Constituição Federal para ser considerado brasileiro nato.
O esquiador já havia se destacado ao representar a Noruega nos Jogos de Pequim-2022, onde estava entre os melhores do mundo. Após anunciar sua aposentadoria em 2023, ele se tornou campeão do circuito internacional de esqui alpino, mas as desavenças com a federação norueguesa, principalmente em questões comerciais, levaram Lucas a optar pela troca de nacionalidade esportiva. O Comitê Olímpico do Brasil e a Confederação Brasileira de Desportos na Neve apoiaram essa mudança, permitindo que ele competisse sob a bandeira brasileira.
No time verde-amarelo, Lucas não está sozinho; há outros atletas, como Nicole Silveira no skeleton e Edson Bindilatti no bobsled, que representam o Brasil com histórias inspiradoras. A conexão de Lucas com o Brasil é evidente, e sua vitória foi celebrada com o “Tema da Vitória”, que remete aos momentos de Ayrton Senna, na pista de Bormio. Para quem quer acompanhar os próximos passos do esquiador, a prova ocorre nesta segunda-feira (16). As transmissões serão feitas pelos canais oficiais, e a tabela dos Jogos pode ser acessada no site da CBF. A medalha de Lucas reforça a diversidade do nosso esporte e a importância de celebrar conquistas, independentemente da origem.