O atleta ucraniano Vladislav Heraskevych, de 27 anos, acabou sendo desclassificado nesta quinta-feira (12) antes de sua competição no skeleton nos Jogos de Inverno de Milão-Cortina. O motivo foi seu capacete, que trazia imagens de cerca de 20 atletas ucranianos que perderam a vida na guerra contra a Rússia. O Comitê Olímpico Internacional (COI) decidiu pela exclusão, alegando que o capacete violava as regras que proíbem manifestações políticas, religiosas ou raciais durante as Olimpíadas. A presidente do COI, Kirsty Coventry, mencionou que a intenção não era questionar a mensagem, mas sim garantir um ambiente seguro para todos os competidores.
Antes da decisão, Heraskevych havia declarado nas redes sociais que não queria causar polêmica, mas sentia que a interpretação das regras pelo COI era discriminatória. Ele sugeriu que o comitê permitisse o uso do “capacete da memória” e pedisse desculpas pela pressão que sofreu. Em Pequim 2022, ele já havia se manifestado contra a guerra ao mostrar uma mensagem em apoio à paz durante uma competição, mas naquela ocasião não foi punido.
O COI, que permitiu o uso do capacete nos treinos, ofereceu a Heraskevych a opção de usar uma braçadeira preta durante a competição. Após a decisão, o presidente ucraniano Volodimir Zelenski criticou o comitê, dizendo que o esporte não deve ser um espaço de esquecimento e que deveria promover a paz, não a guerra. A Rússia, que é alvo de banimento em Jogos desde 2016, tem gerado controvérsia, e em Milão-Cortina, 13 atletas competem como “neutros”.
Para quem quiser acompanhar os próximos jogos, as competições estão sendo transmitidas por diversos canais, e os ingressos podem ser adquiridos nas plataformas oficiais do evento.