Muita gente tem comentado que o futebol brasileiro está perdendo a magia e a criatividade em comparação ao europeu. No entanto, há quem defenda que a verdadeira questão é que o Brasil não está acompanhando a evolução do jogo. Essa diferença entre os estilos tem diminuído com o tempo. O Brasil conquistou as Copas de 58, 62 e 70 porque misturava talento individual e coletivo, e não apenas por conta do brilho dos jogadores. Por exemplo, na Copa de 58, Zagallo recuava para formar um trio no meio-campo, enquanto a defesa já se organizava em uma linha de quatro jogadores, mostrando evolução tática.
A ideia de que um centroavante precisa ser um jogador fixo, alto e forte está se tornando ultrapassada. Os atacantes mais móveis, que participam do jogo coletivo, têm ganhado destaque, mas ainda são rotulados de forma simplista como “falsos 9”. A seleção brasileira atual tem várias opções no ataque, como Pedro e Igor Jesus, que são mais tradicionais, e João Pedro e Matheus Cunha, que são mais dinâmicos. Se a Copa do Mundo fosse hoje, Vinicius Junior seria uma escolha quase certa para titular.
O Brasil já foi campeão com diferentes tipos de centroavantes, como Romário e Ronaldo, e até mesmo sem um centroavante clássico, como em 70 com Tostão. A seleção precisa de jogadores versáteis que se encaixem em diferentes estratégias. O caminho para o título no Mundial não é simples e depende de muitos fatores, incluindo detalhes e surpresas, como bem disse João Guimarães Rosa. Para acompanhar os próximos jogos da seleção, fique ligado nas transmissões das principais emissoras e não esqueça de conferir a tabela oficial para não perder nenhum lance.