A discussão sobre a tática no futebol brasileiro é mais profunda do que muitos imaginam. De acordo com especialistas, a ideia de que as vitórias do Brasil em Copas do Mundo se devem apenas ao talento individual dos jogadores ignora a importância da estratégia. Com 24 anos sem conquistar um Mundial, a percepção de que o Brasil parou de ganhar após adotar táticas europeias se espalhou, mas a realidade é diferente. O Brasil deixou de ser referência tática, o que pode ter contribuído para a ausência nas finais.
Historicamente, as táticas brasileiras foram influenciadas por treinadores europeus, mas isso raramente é reconhecido nas narrativas sobre o futebol nacional. Gilberto Freyre, em 1938, destacou que o sucesso do Brasil na Copa da França era fruto da “espontaneidade individual”, desconsiderando a influência de métodos táticos de técnicos húngaros, que foram fundamentais para o time. O Brasil, que na época já utilizava esquemas inovadores, como a linha de quatro defensores, revolucionou a forma de jogar, criando até o conceito de lateral atacante.
Atualmente, a mentalidade em relação à tática no futebol brasileiro parece estar mudando. Treinadores como Carlo Ancelotti e Filipe Luís trazem uma nova abordagem ao esporte, focando no estudo e na análise tática. Para os fãs que querem acompanhar as próximas partidas da seleção, é importante ficar de olho nas transmissões pela televisão e nas plataformas de streaming, além de conferir as datas dos jogos nas tabelas oficiais. O futuro pode reservar surpresas, com uma nova geração de técnicos e jogadores que buscam não só o talento, mas também a inteligência tática em campo.