A Taça Jules Rimet, que tem uma história rica e cheia de reviravoltas, foi criada em 1929, um ano antes da primeira Copa do Mundo, que rolou no Uruguai em 1930. O troféu, que representa Nice, a deusa grega da vitória, poderia ser conquistado em definitivo pelo país que ganhasse três Copas. O Brasil, que se destacou nas edições de 1958, 1962 e 1970, teve a taça em suas mãos, mas a história da Jules Rimet tomou um rumo inesperado em 1983.
No dia 19 de dezembro daquele ano, ladrões invadiram a sede da CBF, no centro do Rio de Janeiro, e conseguiram levar a taça. O roubo foi meticulosamente planejado por Sérgio Pereira Ayres, conhecido como Peralta, e seus comparsas, que contaram com a fragilidade da segurança do local para executar o crime. Não havia alarmes ou sensores, e o vidro que protegia a taça foi facilmente removido. O objetivo da quadrilha era vender o troféu para um comerciante de ouro, mas a quantidade de ouro na taça era mínima, tornando a operação um grande mistério.
Após o roubo, o destino da Jules Rimet se tornou uma questão sem resposta. Embora os ladrões tenham afirmado que a taça foi derretida, nunca houve provas concretas disso. O comerciante argentino, Juan Carlos Hernández, negou ter comprado a taça, e o caso foi encerrado em 1988 sem uma conclusão clara. Com o passar dos anos, a história continua a fascinar, e o filme “O Argentino Que Derreteu a Jules Rimet” revive essa narrativa intrigante. A taça, que teve sua vida interrompida de forma abrupta, permanece viva nas memórias e na cultura do futebol brasileiro.