A situação no São Paulo Futebol Clube esquentou nos últimos dias devido a um esquema clandestino de venda de ingressos para camarotes durante shows no Morumbi. O presidente do clube, Julio Casares, enfrenta uma crise que pode impactar seu mandato até 2026. Na segunda-feira (15), um grupo de oposição começou a pedir o afastamento do mandatário após uma reportagem do site ge.com revelar que sua ex-esposa, Mara Casares, que ocupava um cargo de diretoria, e Douglas Schwartzmann, diretor-adjunto de futebol de base, estavam supostamente envolvidos em desvios de ingressos. Um áudio divulgado mostraria os dois reconhecendo essa prática irregular.
Em resposta, o São Paulo afirmou que vai investigar a situação e tomar as providências necessárias. Mara Casares admitiu que a conversa gravada ocorreu, mas alegou que foi tirada de contexto. Ela e Douglas pediram licença de seus cargos logo após a divulgação do áudio. A gravação também inclui Rita de Cassia Adriana Prado, que seria a intermediária do esquema e responsável pela venda dos ingressos, que tinham preço de até R$ 2.100. O faturamento estimado apenas do camarote 3A chegou a R$ 132 mil.
Diante da gravidade do caso, o grupo de oposição “Salve o Tricolor Paulista” divulgou uma nota pedindo a apuração do escândalo e o afastamento de Casares. Para formalizar uma ação no Conselho, são necessárias assinaturas de, pelo menos, 20% dos conselheiros, o que corresponde a 52 nomes atualmente. O grupo já possui 55 assinaturas. Se a ação for considerada válida, o caso será votado pelo Conselho. Enquanto isso, o São Paulo segue se preparando para os próximos jogos e a situação interna do clube continua em observação.