Nos últimos dias, Goiás foi cenário de uma tragédia que chamou a atenção para a violência contra as mulheres. Um homem foi flagrado arrastando sua ex-parceira com o carro, resultando em graves ferimentos, incluindo a amputação das duas pernas da vítima, que segue internada em estado crítico. Esse caso é mais um entre muitos que ilustram a situação alarmante da violência doméstica. Segundo o Atlas da Violência 2025, do Ipea, 64,3% das agressões a mulheres e meninas em 2023 ocorreram dentro de casa, muitas vezes perpetradas por familiares ou parceiros.
No último sábado, a Fundação Getúlio Vargas sediou um workshop sobre o tema, onde foram apresentados dados e relatos sobre essa questão. O evento, organizado por Giovanna Úbida e Eduardo Mendes, levantou discussões sobre o papel da família na sociedade e como, em muitos casos, ela se torna um espaço de violência. A Constituição de 1988 foi um marco importante ao reconhecer a necessidade de proteger a família e suas integrantes, mas a aplicação da lei ainda enfrenta desafios, como a distorção da noção de legítima defesa, que por muito tempo favoreceu agressores.
Por fim, a Lei Maria da Penha, de 2006, e a Lei do Feminicídio, de 2015, foram avanços significativos na luta contra a impunidade, mas o caminho é longo. É essencial que a sociedade trabalhe na prevenção e proteção das vítimas, com ações que incluam a educação nas escolas sobre violência doméstica e masculinidade. Para quem deseja acompanhar as discussões sobre esses temas, é possível acessar documentos e informações através dos canais oficiais do governo e organizações que atuam na proteção dos direitos das mulheres.