A CPI da Câmara Municipal de Goiás, que investiga possíveis irregularidades na construção de unidades habitacionais populares, está adotando medidas mais rigorosas para garantir a presença de executivos de construtoras. Na última reunião, a comissão decidiu que, se 14 empresários do setor não comparecerem às intimações já enviadas, poderá haver a condução coercitiva, ou seja, eles podem ser levados à força para depor. Esse tipo de ação já foi utilizado em casos anteriores e a CPI acredita que tem respaldo legal para seguir por esse caminho.
Entre as construtoras convocadas estão nomes como Cyrela, Vitacon, e Helbor, entre outras. A CPI investiga se essas empresas têm se beneficiado de incentivos fiscais para habitações populares, mas, na prática, estariam direcionando os imóveis para pessoas com maior poder aquisitivo ou até mesmo para empresas que utilizam os apartamentos como estadias temporárias.
Para quem deseja acompanhar as sessões da CPI ou fazer denúncias sobre irregularidades, a Câmara disponibiliza canais oficiais, onde é possível acessar documentos e informações sobre as investigações. Além disso, as reuniões são abertas ao público, permitindo que os cidadãos fiquem a par dos desdobramentos.
Os próximos passos da CPI incluem a nova intimação dos executivos que não compareceram e a definição de uma agenda para futuras audiências públicas. A comissão continua em busca de provas e informações que ajudem a esclarecer os fatos e garantir que os recursos destinados às habitações populares sejam usados corretamente.