Recentemente, a ministra Cármen Lúcia, única mulher atualmente no Supremo Tribunal Federal (STF), destacou a importância de ações afirmativas para garantir mais representação feminina na Justiça. Em entrevista, Cármen lembrou que, ao longo dos 134 anos da corte, apenas três mulheres ocuparam cargos de ministra, sendo elas Ellen Gracie, Rosa Weber e a própria Cármen. Ela enfatizou a necessidade de transformar essa realidade, abordando a presença de mulheres competentes nas áreas jurídica e política, que merecem ser consideradas para cargos altos.
Com a aposentadoria da ministra Rosa Weber em setembro de 2023, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva indicou Flávio Dino para a vaga e, após a saída de Luís Roberto Barroso, Jorge Messias foi nomeado, mas ainda precisa passar pela sabatina do Senado. Durante os mandatos de Lula, apenas uma mulher foi indicada ao STF, a própria Cármen Lúcia. Em suas intervenções, ela tem chamado a atenção para as desigualdades de gênero e raça, além de criticar a forma como as mulheres são tratadas dentro do colegiado.
A ministra também se posicionou sobre a violência política enfrentada por mulheres, que muitas vezes resulta em uma participação reduzida na política. Apesar de representarem 52% do eleitorado, apenas 18% dos eleitos nas eleições de 2024 eram mulheres. Cármen Lúcia tem promovido iniciativas no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), como a Campanha da Justiça pela Paz em Casa, que prioriza o julgamento de casos de violência contra a mulher.
Para acompanhar as discussões e decisões do STF, os interessados podem acessar o site oficial da corte e acompanhar as sessões ao vivo. A tramitação de novos projetos e a realização de audiências públicas também são formas de se manter informado sobre questões relevantes. O foco agora é garantir que a representação feminina na justiça e na política continue a ser uma prioridade, com a expectativa de que medidas efetivas sejam implementadas nos próximos passos.