A juíza federal Daniela Madeira, que atua como presidente do Comitê Nacional de Inteligência Artificial do Judiciário e conselheira do CNJ, tem se destacado pelo apoio à inovação e ao uso de novas tecnologias nos tribunais. Recentemente, Madeira recebeu o Prêmio Todas 2 Folha/Alandar, que reconhece mulheres que lideram iniciativas voltadas à melhoria dos serviços à sociedade. Para ela, a implementação de inteligência artificial deve ser feita de maneira transparente e sempre supervisionada por decisões humanas. Ela ressalta a importância de capacitar juízes e servidores para o uso dessas ferramentas, minimizando riscos associados.
Natural do Rio de Janeiro e com uma trajetória que começou em 2002 no TRF-2, Madeira acredita que sua formação familiar a tornou mais sensível às questões humanas. Durante sua carreira, ela se preocupou com a celeridade na prestação de justiça e com o acesso à informação, defendendo uma linguagem mais clara e objetiva nos processos. Além disso, a juíza está atenta aos dilemas éticos que surgem com o uso de novas tecnologias, especialmente no que diz respeito ao reconhecimento facial e seus impactos nos direitos humanos.
O CNJ também está promovendo o Laboratório Justiça Criminal, que visa aprimorar a produção de provas e evitar erros judiciais, especialmente em casos de prisões injustas. Madeira destaca que esse projeto busca implementar protocolos para evitar que essas situações se repitam. O CNJ ainda conta com o Plano Nacional de Inovação, que tem como objetivo modernizar a gestão processual no Judiciário, e o FestLab, um festival que reúne servidores de todo o país para discutir inovações.
Os próximos passos incluem a implementação dessas diretrizes e ações regionais que atendam às diferentes realidades do Brasil. Para quem deseja acompanhar as iniciativas do CNJ, é possível acessar informações sobre sessões e documentos diretamente no site oficial da instituição.