Nos últimos dias, o cenário das corridas no Brasil tem sido marcado por um aumento significativo na participação de atletas amadores. No último dia 2, em São Paulo, a advogada Anna Sol Faria completou uma prova de 21 km. Uma semana depois, em João Pessoa, o gestor de condomínios Ronny Marques da Fonseca participou de um triatlo, seguido pela meia maratona do empresário José Nogueira Neto no dia 16 do mesmo mês. Além disso, a jornalista Thiana Biondo foi vista treinando na orla de Salvador, no último sábado de novembro.
Esses eventos estão gerando uma maior visibilidade para as corridas, mas também levantam preocupações, especialmente após algumas notícias tristes sobre mortes de corredores. Segundo um estudo da revista The Physician and Sportsmedicine, nos Estados Unidos, ocorre uma morte a cada 300 mil concluintes em provas de corrida, um número bem menor do que a estimativa anterior de uma em 200 mil. No Brasil, o número de provas aumentou 33% no primeiro semestre de 2025 em comparação ao mesmo período do ano anterior, de acordo com a Ticket Sports.
Com o crescimento das corridas, a Abraceo, que reúne organizadores de eventos, e a Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte recomendam que os atletas façam uma avaliação médica completa antes de participar de competições. Recentemente, a Câmara Municipal de João Pessoa aprovou uma lei exigindo atestado de saúde para inscrições em provas, mas a medida ainda precisa da sanção do prefeito.
Para quem está pensando em participar de provas, é importante ouvir o corpo e estar atento a sinais como tonturas. O educador físico Nuno Cobra sugere que o corredor use técnicas simples para monitorar seu esforço. As próximas competições e informações sobre inscrições podem ser acompanhadas nos sites oficiais e redes sociais das organizações que promovem os eventos.