Recentemente, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, recebeu canetas do medicamento Mounjaro do empresário Roberto Leme, conhecido como Beto Louco, que está sob investigação da Polícia Federal na Operação Carbono Oculto. Segundo o portal UOL, mensagens entre Leme e um motorista particular de Brasília indicam que o empresário prometeu entregar as canetas a Alcolumbre, que já era considerado favorito para suceder Rodrigo Pacheco na presidência do Senado.
O caso ocorreu por volta de agosto de 2024, quando Alcolumbre teria mencionado dificuldades em encontrar o medicamento, utilizado no tratamento de diabetes e para emagrecimento. O motorista de Alcolumbre confirmou a entrega das canetas e o contato com o motorista de Beto Louco. Enquanto isso, a defesa de Leme afirmou desconhecer os fatos e negou qualquer ligação do empresário com o PCC, facção criminosa sob investigação.
Este episódio acontece em um período de tensão entre Alcolumbre e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A relação se deteriorou após Lula indicar Jorge Messias para o STF, o que não agradou Alcolumbre, que via Pacheco como o candidato ideal. Após a indicação, Lula tentou se reaproximar de Alcolumbre, realizando reuniões para garantir a aprovação de Messias. No entanto, Alcolumbre cancelou a sabatina, alegando que o governo não enviou a documentação necessária, o que complicaria o processo de aprovação.
Com o cancelamento, Messias agora tem mais tempo para conquistar apoio entre os senadores, mas a situação continua tensa. A última vez que uma indicação para o STF foi rejeitada foi no século 19, e uma nova recusa poderia gerar uma crise política significativa. O clima entre os Poderes segue instável, com Alcolumbre criticando a falta de comunicação do governo sobre a indicação de Messias.