O advogado Marco Aurélio de Carvalho, coordenador do grupo jurídico Prerrogativas, se manifestou sobre a ação do instituto Movad de Respeito à Advocacia, que busca suspender a indicação de Jorge Messias para o cargo de advogado-geral da União no STF (Supremo Tribunal Federal). A ação civil pública levanta a questão da falta de representatividade feminina na corte, onde apenas uma das 11 cadeiras é ocupada por uma mulher, a ministra Cármen Lúcia, que se aposentará em 2029.
Carvalho considera essa iniciativa inoportuna e injusta. Ele ressalta que o presidente Lula (PT) é conhecido por suas nomeações de mulheres e, especialmente, de mulheres negras em posições de destaque na justiça e em ministérios. Segundo ele, essa ação não reconhece o esforço do governo para criar um sistema de justiça mais diversificado e representativo da sociedade.
Na visão do Movad, a sub-representação das mulheres no STF limita as perspectivas e compromete a pluralidade da jurisdição constitucional. Eles argumentam que essa situação vai contra compromissos democráticos que deveriam refletir a diversidade da sociedade. Carvalho complementa que, caso Lula seja reeleito, ele continuará a priorizar a ampliação da representação feminina nas instituições.
Para quem deseja acompanhar as discussões sobre esse tema, as sessões do STF podem ser vistas ao vivo pelo site oficial da corte. Além disso, canais de denúncia e informações sobre a atuação do advogado-geral da União estão disponíveis no portal do governo. A tramitação da ação ainda está em andamento, e novos desdobramentos podem ocorrer nas próximas semanas, com audiências públicas a serem agendadas para discutir a questão da representatividade no sistema de justiça.