Na quarta-feira, 3 de outubro, a Justiça argentina decidiu extraditar cinco brasileiros condenados pelos ataques de 8 de janeiro, que estavam foragidos. A sentença foi proferida pelo Tribunal Criminal nº 3 do país e ainda pode ser contestada. Os condenados incluem Joelton Gusmão de Oliveira e Wellington Luiz Firmino, ambos com penas de 17 anos, Ana Paula de Souza e Rodrigo de Freitas Moro Ramalho, com 14 anos, e Joel Borges Correa, que cumprirá 13 anos de prisão.
Essas cinco pessoas fazem parte de um grupo de 61 brasileiros que fugiram para a Argentina após os ataques. O pedido de extradição foi feito pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF. O juiz responsável pelo caso, Daniel Rafecas, informou que todos os 61 brasileiros passarão pelo processo de extradição, sem um prazo definido para a conclusão. A AGU (Advocacia Geral da União) acompanha o caso e afirmou que as garantias legais foram respeitadas durante os processos no Brasil.
Os condenados estão detidos em prisões argentinas, e a análise da extradição foi feita em conjunto, com a Justiça tendo até três dias úteis para decidir. A situação dos brasileiros havia gerado incertezas, especialmente devido à relação do novo presidente argentino, Javier Milei, com o ex-presidente Jair Bolsonaro. No entanto, o governo argentino garantiu que não haveria “pactos de impunidade” e que respeitaria as decisões da Justiça brasileira.
Quem quiser acompanhar as atualizações sobre o caso pode acessar os canais oficiais do Judiciário argentino e brasileiro. Além disso, informações sobre denúncias e processos de refúgio podem ser obtidas junto à Comissão Nacional para Refugiados da Argentina. O próximo passo envolve a possibilidade de apelações junto à Suprema Corte da Argentina, que terá a palavra final sobre a extradição.