A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) que investiga a venda de bebidas alcoólicas adulteradas com metanol em São Paulo teve um novo capítulo nesta terça-feira (2). A vereadora Zoe Martínez (PL), que preside a comissão, criticou a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), que recusou dois convites para participar das discussões e fornecer informações sobre a fiscalização de bebidas. O primeiro convite, feito em 21 de novembro, foi negado sob a justificativa de que não havia relação direta com as intoxicações por metanol, além de apontar a redução de casos suspeitos. O segundo convite, mais recente, apenas recebeu a resposta de que a agência não poderia participar da reunião.
A ausência da Anvisa foi alvo de críticas por parte de Zoe, que afirmou que a agência deveria estar presente para defender a saúde pública em um momento crítico. Ela ressaltou que a Câmara Municipal não tem poder para convocar autoridades federais, limitando sua atuação à fiscalização municipal. Segundo a vereadora, a falta de resposta da Anvisa demonstra uma postura inadequada de órgãos que, apesar de serem grandes e custosos, não se mostram disponíveis quando é necessário prestar contas à população.
Para quem deseja acompanhar as sessões da CPI, as reuniões são abertas ao público, e é possível acessar documentos relacionados ao caso na página oficial da Câmara Municipal de São Paulo. Além disso, a população pode fazer denúncias e encaminhar questionamentos através dos canais disponíveis no site oficial da câmara. Os próximos passos da CPI incluem a continuidade das investigações e a possibilidade de novas convocações para ouvir especialistas e representantes do setor.