Na última semana, o deputado federal Paulinho da Força (Solidariedade-SP) destacou a situação do projeto de lei da Dosimetria, que propõe a redução de penas para condenados pela tentativa de golpe de Estado. Durante uma coletiva, ele afirmou que os parlamentares do PL têm duas opções: apoiar a versão atual do relatório ou não conseguir nada. Paulinho acredita que pode conquistar os votos necessários para a aprovação, desde que a bancada do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) colabore. No entanto, alguns membros do PL ainda estão focados em pautar um projeto de anistia, o que pode atrasar a tramitação do texto apresentado por Paulinho.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se manifestou contra a proposta de Paulinho em um podcast, afirmando que não concorda com a redução de penas para quem, segundo ele, não cometeu os crimes pelos quais estão sendo acusados. O projeto da Dosimetria não será votado nesta semana, e o calendário legislativo está se aproximando do recesso, que começa em 23 de dezembro. Paulinho já declarou que a versão do relatório é final e foca na unificação dos crimes de golpe de Estado e abolição violenta do Estado democrático de Direito. Isso significa que, caso aprovado, a pena de Bolsonaro poderia cair de 27 anos para menos de 20, e o tempo em regime fechado seria reduzido de quase 7 anos para cerca de 2 a 3 anos.
Nos últimos dias, tentativas de deputados bolsonaristas de alterar o relatório de Paulinho geraram desconforto entre os representantes do centrão, que enxergaram isso como uma estratégia que poderia prejudicá-los. Eles reforçaram que o texto em discussão é o de Paulinho, que ainda não foi divulgado publicamente. Para quem quer acompanhar o andamento desse projeto, é possível acessar informações e documentos no site da Câmara dos Deputados e acompanhar as sessões ao vivo. A expectativa é que a votação ocorra nas próximas semanas, mas ainda depende de muita articulação política.