January 3, 2026
Política

Justiça Determina Liberação de Arquivos da Ditadura pela CSN em 1º de Dezembro de 2025

  • dezembro 2, 2025
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Na última quarta-feira (26), a Justiça Federal decidiu que a CSN (Companhia Siderúrgica Nacional) deve entregar ao Arquivo Nacional todos os documentos produzidos antes da sua privatização, que

Justiça Determina Liberação de Arquivos da Ditadura pela CSN em 1º de Dezembro de 2025

Na última quarta-feira (26), a Justiça Federal decidiu que a CSN (Companhia Siderúrgica Nacional) deve entregar ao Arquivo Nacional todos os documentos produzidos antes da sua privatização, que ocorreu em 1993. A sentença foi emitida pela 1ª Vara Federal de Volta Redonda em um processo que teve a participação do MPF (Ministério Público Federal). Essa decisão ainda pode ser contestada.

O caso envolve arquivos da ASI (Assessoria de Segurança e Informações), uma estrutura criada em 1977 que fazia parte do SNI (Serviço Nacional de Informações). Essa assessoria tinha a função de monitorar trabalhadores e coletar dados de inteligência durante o regime militar. Segundo a Justiça, a CSN vinha restringindo o acesso a esses documentos por décadas, mesmo após a privatização. A empresa, por sua vez, declarou que já disponibiliza parte de seu acervo histórico e reafirma seu compromisso com a transparência.

Com a nova decisão, o Arquivo Nacional deverá realizar uma visita técnica à CSN em até 15 dias para orientar sobre o tratamento do acervo, que será mantido em guarda permanente. A CSN terá que liberar o acesso aos locais onde os documentos estão guardados e será responsável por identificar e classificar o material, seguindo as diretrizes do órgão federal. O MPF acompanhará todas as etapas desse processo.

O juiz Frederico Montedonio Rego ressaltou que é dever do poder público preservar a memória nacional e considerou inconstitucional a prática da CSN de tratar documentos históricos como privados. Essa abertura de arquivos é vista como essencial para garantir o direito à memória e à verdade, evitando que violações de direitos humanos do passado se repitam. Para quem quiser acompanhar as próximas etapas, recomenda-se acessar o site do Arquivo Nacional e ficar atento às publicações oficiais sobre o andamento do caso.

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