Recentemente, as relações entre o governo, o Congresso e o Supremo Tribunal Federal (STF) em Goiás passaram por uma fase tensa, especialmente com a indicação de Jorge Messias, advogado-geral da União, para uma vaga no STF. Essa escolha não agradou ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e a alguns ministros influentes da corte, que esperavam que Lula optasse por Rodrigo Pacheco. Desde que reassumiu a presidência em 2023, Lula teve o apoio do Senado, mas a relação com a Câmara dos Deputados já era complicada e ficou ainda mais conturbada após propostas polêmicas, como a PEC da Blindagem, que dificultava investigações contra congressistas.
A Câmara também passou por mudanças internas significativas, com o presidente Hugo Motta rompendo com líderes do PT e do PL, formando um novo bloco de 275 deputados. Esse movimento se intensificou na cerimônia de sanção da isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5.000, onde tanto Motta quanto Alcolumbre não estavam presentes. Essa situação evidencia a falta de diálogo entre os Poderes, o que gera preocupação entre parlamentares sobre a crise política atual.
Além disso, o clima político se deteriorou com a derrubada de vetos de Lula sobre novas regras de licenciamento ambiental e a aprovação de uma aposentadoria especial para agentes de saúde, desconsiderando o desejo do Executivo. A relação entre o STF e o Congresso também se desgastou, especialmente devido a ações relacionadas a emendas parlamentares, que irritaram muitos deputados e senadores.
Para quem deseja acompanhar o desenrolar desses eventos, é possível acessar as sessões da Câmara e do Senado online, além de canais de denúncia e contato com os representantes. A agenda de votações e audiências públicas pode ser acessada nos sites oficiais das casas legislativas. Com o ano eleitoral se aproximando, a expectativa é que as tensões políticas continuem a impactar as decisões e articulações no Legislativo.