Na última quinta-feira (27), a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS aprovou 393 requerimentos apresentados pelos parlamentares. Dentre esses pedidos, estão dois de prisão preventiva: um contra Cecília Rodrigues Mota, presidente da Associação dos Aposentados e Pensionistas do Brasil (AAPB), e outro contra o empresário João Carlos Camargo Júnior, conhecido como “alfaiate dos famosos”. Ambos foram mencionados nas investigações da CPMI e da Polícia Federal (PF). Os demais requerimentos incluíram solicitações de informações, acareações e bloqueio de bens de investigados. Durante a sessão, parlamentares da base governista e da oposição decidiram adiar a análise de 86 requerimentos que não tinham consenso, que será feita na próxima semana em votação nominal.
Entre os pedidos adiados, destaca-se a convocação coercitiva do advogado-geral da União, Jorge Messias, que não compareceu a um convite anterior da CPMI. O depoimento de Mauro Palombo Concílio, contador de empresas suspeitas de receber dinheiro de descontos indevidos, também foi ouvido na mesma data. O Ministério da Previdência Social informou que já restituíram R$ 2,56 bilhões a 3,75 milhões de aposentados e pensionistas que foram prejudicados por descontos ilegais nos benefícios. Até agora, 6.194.347 segurados questionaram esses descontos, e 97,9% deles não reconheceram as cobranças.
Os beneficiários ainda têm até 14 de fevereiro de 2026 para solicitar o ressarcimento. Para isso, podem utilizar os canais oficiais do INSS, como o site Meu INSS, o aplicativo com login no Portal Gov.br, o telefone 135, que oferece atendimento gratuito de segunda a sábado, e as agências dos Correios, que têm suporte disponível em mais de 5 mil unidades. As próximas etapas da CPMI incluem a continuação das audiências e a análise dos requerimentos adiados.