A indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal (STF) gerou um clima tenso entre o governo Lula e o Senado. A escolha foi oficializada no dia 20 de novembro, mas já vinha sendo discutida há algum tempo. Para que Messias assuma a vaga deixada por Luís Roberto Barroso, ele precisa conquistar a aprovação de 41 senadores em uma sabatina na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) e, posteriormente, no plenário da Casa. As sessões estão agendadas para o dia 10 de dezembro.
A relação entre Lula e o Senado se complicou, especialmente porque Davi Alcolumbre, presidente do Senado e aliado do senador Rodrigo Pacheco, expressou sua preferência por Pacheco em vez de Messias. Essa situação gerou um clima de retaliação, com a aprovação de uma pauta que pode custar R$ 25 bilhões em dez anos ao governo. Messias, que é membro da Igreja Batista e conta com o apoio de alguns congressistas evangélicos, enfrenta resistência entre aqueles mais próximos ao bolsonarismo.
O relator da sabatina de Messias é o senador Weverton Rocha, que declarou não ver resistência à indicação e se posicionou como aliado do governo. Por outro lado, Jaques Wagner, líder do governo no Senado, está tentando articular apoio, mas a relação com Alcolumbre parece tensa. O apoio ao nome de Messias também vem de outros setores, com parlamentares afirmando que ele possui os requisitos necessários para o cargo.
Para quem deseja acompanhar o processo de aprovação de Messias, as sessões da CCJ são abertas e podem ser acompanhadas ao vivo. Além disso, o Senado disponibiliza canais de denúncia e informações sobre o andamento das votações em seu site oficial. Os próximos passos incluem a tramitação da sabatina e a votação no plenário, que será um momento decisivo para o futuro do AGU no STF.