Na última quinta-feira (27), Aécio Neves reassumiu a presidência nacional do PSDB em um evento realizado em Brasília. Durante seu discurso, ele atribuiu a crise do partido à polarização entre o presidente Lula e o ex-presidente Jair Bolsonaro, além dos impactos da operação Lava Jato, que afetou vários líderes tucanos. Aécio, que havia deixado a presidência em 2017 envolvido em polêmicas e investigações, destacou a necessidade de reestruturar o partido e renovar suas diretrizes.
Aécio fez um balanço da trajetória do PSDB, reconhecendo erros, mas afirmando que o maior deles foi não defender adequadamente os avanços conquistados durante seus governos. De acordo com ele, o partido perdeu força após a ascensão de Bolsonaro e a crise interna, resultando na perda de governadores e senadores nas últimas eleições. O PSDB, que já teve 99 deputados federais em 1998, atualmente conta com apenas 13 e enfrenta o desafio de não ultrapassar a cláusula de desempenho em 2026, o que poderia deixá-lo sem recursos financeiros e espaço na mídia.
Durante o evento, Marconi Perillo, ex-governador de Goiás e que deixou a presidência do partido, expressou gratidão aos que permaneceram no PSDB em tempos difíceis. A filiação recente de dois deputados federais do Rio de Janeiro foi vista como um sinal de recuperação. No entanto, a saída de membros da atual bancada é esperada, e o evento contou com pouca presença de representantes da nova direção. Para quem deseja acompanhar as atividades do partido, informações sobre sessões e eventos podem ser encontradas no site oficial do PSDB. Aécio Neves agora busca fortalecer a sigla, com o objetivo de retomar relevância na política nacional e representar eleitores descontentes com a atual polarização.