Em 23 de novembro de 1935, um levante militar e civil, conhecido como Intentona Comunista, começou em Natal, Rio Grande do Norte, com o objetivo de depor o presidente Getúlio Vargas. O movimento foi liderado por um grupo de militares de baixa patente e contou com o apoio de civis organizados, como o sindicato dos estivadores. Eles tomaram o controle de locais estratégicos na cidade, proclamaram um governo provisório e implementaram medidas populares, como a gratuidade dos transportes e a distribuição de alimentos.
Nos dias seguintes, a insurreição se espalhou para Recife e, finalmente, chegou ao Rio de Janeiro. Em cada local, as forças legalistas reagiram rapidamente, resultando em confrontos armados que deixaram mortos de ambos os lados. Apesar do apoio inicial, o movimento carecia de planejamento e organização, o que levou ao seu fracasso em poucos dias. A repressão foi intensa, e muitos militantes de esquerda acabaram perseguidos pelo governo Vargas.
O historiador Homero de Oliveira Costa destaca que, apesar de rapidamente esmagada, a Intentona deixou um impacto duradouro na política brasileira, intensificando o discurso anticomunista que se perpetuou ao longo dos anos, especialmente após a Revolução de 1917 na Rússia. Segundo ele, essa insurreição foi um dos fatores que contribuíram para a ascensão da ditadura do Estado Novo, instaurada em 1937.
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