No último sábado, 22 de novembro, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi preso preventivamente após admitir ter violado sua tornozeleira eletrônica com um ferro de solda. A situação gerou uma série de reações entre seus apoiadores, que inicialmente defendiam que a falha no equipamento era a verdadeira causa da prisão, segundo informações de grupos de WhatsApp e Telegram analisadas pela Palver.
Com a divulgação de um vídeo onde Bolsonaro confirma a violação, a narrativa entre os bolsonaristas começou a mudar. Mais de 38% dos participantes dos grupos negaram que ele tivesse agido de forma irregular, levantando questionamentos sobre a autenticidade do vídeo e a veracidade de sua voz. Essa mudança de postura se reflete em um fenômeno psicológico conhecido como dissonância cognitiva, onde as pessoas buscam justificar suas crenças diante de evidências que as contradizem.
Essa não é a primeira vez que os apoiadores de Bolsonaro enfrentam uma situação parecida. Após a derrota nas eleições de 2022, muitos deles criaram justificativas para a expectativa de um “milagre” que anularia os resultados. A prisão atual do ex-presidente levanta questões sobre a resistência de seu eleitorado frente à realidade e evidencia como teorias conspiratórias podem ter um impacto duradouro nas relações sociais.
Para quem deseja acompanhar as sessões ou se informar sobre a situação de Bolsonaro, há canais oficiais e documentos disponíveis online. A tramitação do caso ainda está em andamento, e novos eventos, como audiências e debates, devem ocorrer nos próximos dias. É importante ficar atento às atualizações sobre o tema e a repercussão nas redes sociais e na imprensa.