Recentemente, o Senado começou a discutir a indicação de Jorge Messias, escolhido por Lula para o Supremo Tribunal Federal (STF). O anúncio oficial ocorreu na quinta-feira, 20 de outubro, e gerou reações diversas entre os senadores. A escolha de Messias, que atualmente é advogado-geral da União, desagradou a alguns parlamentares, como o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que preferia Rodrigo Pacheco para a vaga. A insatisfação é alimentada pelo desejo de muitos senadores de ver um dos seus na mais alta corte do país.
Durante as conversas sobre sua indicação, Messias percebeu que a maioria dos senadores ainda tem preferência por Pacheco. Ele começou a buscar apoio imediatamente, conversando com diversos parlamentares, incluindo o senador Confúcio Moura. Apesar de receber elogios, a concorrência com Pacheco parece dificultar sua aprovação. A relação entre o governo e o Senado ficou tensa desde o anúncio, e a forma como Messias se dirigiu a Alcolumbre gerou críticas, levando a um distanciamento ainda maior.
Para que Messias se torne ministro do STF, ele precisa conquistar o apoio de pelo menos 41 dos 81 senadores. O processo inclui uma sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, seguida de uma votação em plenário. A expectativa é que essa votação possa ser adiada, já que Alcolumbre, como presidente do Senado, tem a possibilidade de postergar a decisão. Para quem quer acompanhar essa tramitação, as sessões do Senado são transmitidas online, e é possível acessar documentos e informações sobre as votações por meio do site oficial da Casa.