O clima na Câmara dos Deputados esquentou após o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), declarar que não tem mais interesse em manter relações com o líder do PT, Lindbergh Farias (RJ). A afirmação pegou muitos de surpresa e pode complicar ainda mais a interação entre o governo Lula e a Câmara, especialmente em um momento em que a relação com o Senado também está tensa. Segundo aliados de Motta, agora a relação será apenas institucional, e isso acontece em meio a críticas sobre a postura de Lindbergh nas discussões, que estaria buscando desgastar a imagem da Câmara.
Nos últimos meses, Motta e seu grupo expressaram descontentamento com a forma como Lindbergh se comporta nas reuniões, acreditando que ele se posiciona como se fosse líder do governo, quando sua função é representar apenas a bancada do PT. A aprovação do projeto de lei antifacção na semana passada acirrou ainda mais os ânimos, com membros da cúpula da Câmara reclamando da atuação do governo na tramitação do texto, que é visto como uma resposta à crise de segurança pública. Motta escolheu Guilherme Derrite (PP-SP) como relator da proposta, o que gerou descontentamento no Planalto, já que Derrite é visto como um futuro adversário do governo.
Para quem quer acompanhar essa situação, as sessões da Câmara podem ser vistas ao vivo pelo site oficial da Casa. Além disso, denúncias sobre irregularidades podem ser feitas através do canal de ouvidoria disponível no mesmo site. O projeto de lei antifacção agora segue para o Senado, onde deve passar por novas análises. A expectativa é que a relação entre a Câmara e o governo continue tensa, com novos desdobramentos e possíveis audiências públicas sobre o tema nas próximas semanas. O clima entre os parlamentares e o Planalto, segundo algumas fontes, é bastante desfavorável, e alguns acreditam que essa situação pode piorar.