No dia 2 de dezembro, a Comissão de Anistia vai avaliar o pedido de anistia política do ex-jogador Reinaldo, famoso por ser o maior artilheiro do Atlético Mineiro. Ele alega ter sofrido perseguições por parte de militares durante a ditadura no Brasil. Reinaldo ficou conhecido não apenas pelos seus gols, mas também por reproduzir o gesto de levantar os punhos fechados, inspirado no movimento dos Panteras Negras, que lutava contra o racismo e também se opunha à repressão política da época. Ele acredita que essa atitude o impediu de jogar a final do Campeonato Brasileiro de 1977 contra o São Paulo, em um suposto acordo entre a Confederação Brasileira de Desportos (CBD) e os militares.
Durante sua carreira, Reinaldo já defendia publicamente a volta das eleições diretas e o fim da ditadura, e repetiu o gesto de protesto na Copa do Mundo de 1978. Um momento marcante foi quando o então presidente Ernesto Geisel o aconselhou a focar no futebol, dizendo que a política era um assunto para os governantes. No entanto, Reinaldo continuou a se manifestar, desafiando a repressão da época.
Para quem deseja acompanhar o processo, as sessões da Comissão de Anistia são abertas ao público e podem ser acessadas online. É possível também acompanhar atualizações e acessar documentos relacionados pelo site oficial do órgão.
Os próximos passos incluem a análise do pedido e possíveis audiências públicas para discutir o tema. A decisão da comissão pode ter um impacto significativo, considerando a importância do caso na memória histórica do Brasil e na luta por justiça e reconhecimento das vítimas da ditadura.