No último sábado, dia 22, Jair Bolsonaro (PL) foi preso preventivamente pela Polícia Federal, mais de 650 dias após o início da Operação Tempus Veritatis, que investiga uma suposta organização criminosa ligada à tentativa de golpe de Estado em 2022. Desde 4 de agosto, ele estava em prisão domiciliar devido ao descumprimento de medidas que o proibiam de usar redes sociais, mesmo indiretamente. Recentemente, foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por liderar a tentativa de se manter no poder, junto com outros sete réus, todos ex-integrantes de seu governo.
Durante as investigações, Bolsonaro ficou impossibilitado de deixar o país e chegou a cogitar pedir asilo. Ele também convocou manifestações em favor de sua anistia, alegando que poderia morrer na prisão e se referindo a seus apoiadores como “malucos”. Na prática, sua prisão preventiva foi justificada pela necessidade de garantir a ordem pública, diante do risco de fuga e do descumprimento das regras de monitoramento por tornozeleira eletrônica, especialmente após chamadas de vigília feitas por seu filho, o senador Flávio Bolsonaro.
Para quem deseja acompanhar esse caso, as sessões do julgamento e outras informações podem ser acessadas pelo site do STF e pelas redes sociais da Polícia Federal. Além disso, canais de denúncia estão disponíveis para qualquer irregularidade observada. A tramitação do processo ainda está em andamento, e novas audiências públicas devem ser realizadas para discutir as implicações legais e políticas da situação de Bolsonaro e seus aliados, que também enfrentam acusações semelhantes.