Na última semana, a política em Goiás ganhou destaque com a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, que se tornou o primeiro grande líder populista do século XXI a enfrentar essa situação. Enquanto isso, seus aliados em outros países, como Donald Trump nos Estados Unidos e Viktor Orbán na Hungria, continuam livres e firmes em seus postos. A diferença no destino de Bolsonaro, segundo analistas, se deve, em parte, à força de uma Suprema Corte independente, que conseguiu aplicar a lei e coibir ameaças à democracia.
Bolsonaro, que tentou em diversas ocasiões levar adiante pautas contra o STF, não conseguiu apoio suficiente no Congresso e acabou derrotado nas eleições de 2022. Durante seu único mandato, ele não teve a oportunidade de avançar em suas tentativas de minar o Judiciário, ao contrário de líderes como Trump e Orbán, que conseguiram consolidar seu poder ao longo de vários mandatos. Pesquisadores apontam que líderes que buscam enfraquecer a democracia têm mais sucesso quando estão mais tempo no poder, já que conseguem estruturar um arcabouço legal que legitima suas ações.
A prisão de Bolsonaro traz incertezas sobre o futuro da democracia no Brasil. Por um lado, pode indicar um compromisso das instituições em preservar a democracia, mas, por outro, não muda a desconfiança que parte do eleitorado tem em relação às instituições e à política tradicional. A situação cria um vácuo que pode ser explorado por outros políticos com tendências autoritárias, especialmente com as eleições de 2026 se aproximando. Para acompanhar as atualizações sobre a situação política, é possível seguir os canais oficiais do governo e as transmissões das sessões na Assembleia Legislativa de Goiás.