Na última semana, o ex-presidente Jair Bolsonaro foi preso preventivamente por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. A medida ocorre em meio a uma condenação de 27 anos e 3 meses de prisão, relacionada a crimes como golpe de Estado e organização criminosa, e vem após a mobilização de seus apoiadores, especialmente por meio de seu filho, o senador Flávio Bolsonaro, que convocou seguidores para uma vigília durante a prisão domiciliar do ex-presidente.
A decisão do ministro destaca que essa mobilização poderia prejudicar a ordem pública e instigar atos violentos. Além disso, foi identificado um problema com a tornozeleira eletrônica de Bolsonaro, que já havia mostrado sinais de violação. Essa situação levantou preocupações sobre uma possível fuga, levando o juiz a considerar que a prisão preventiva era necessária para assegurar a aplicação da lei penal e evitar riscos à segurança pública.
Historicamente, o Supremo Tribunal Federal havia optado por medidas menos severas, como a prisão domiciliar e o uso de tornozeleira eletrônica, mesmo diante de indícios que poderiam justificar a prisão preventiva. Essa abordagem mais cautelosa buscava evitar críticas ao tribunal e garantir a legitimidade do processo. Contudo, com o aumento das tentativas de mobilização e a possibilidade de fuga, a prisão preventiva tornou-se uma ação necessária para garantir que a pena imposta fosse cumprida.
Quem quiser acompanhar as sessões do Supremo ou obter mais informações sobre o caso pode acessar o site do tribunal, onde estão disponíveis documentos e atualizações. As próximas etapas incluem a continuidade do processo judicial, que pode envolver audiências públicas e a análise de eventuais recursos apresentados pela defesa de Bolsonaro.