O deputado Kim Kataguiri, do União Brasil de São Paulo, apresentou uma notícia-crime na Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o advogado-geral da União, Jorge Messias. O documento, protocolado na quinta-feira, 20, pede a apuração de possíveis omissões de Messias em relação a entidades acusadas de fraudes nos descontos associativos do INSS. Essa ação surge em um momento delicado, já que Messias foi indicado para ocupar a vaga deixada por Luís Roberto Barroso no Supremo Tribunal Federal.
Kataguiri argumenta que Messias não tomou as medidas necessárias para afastar-se de suas funções até a conclusão das investigações. A denúncia se baseia em uma reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, que revela documentos da AGU de 2024, mostrando um aumento nas reclamações judiciais sobre descontos não autorizados. Entre as entidades citadas, está o Sindnapi, cujo vice-presidente é Frei Chico, irmão do presidente Lula. A matéria também aponta que, em maio de 2025, a AGU não incluiu seis das nove entidades suspeitas em um pedido de bloqueio judicial.
O deputado critica Messias por ter conhecimento das irregularidades e por não ter adotado ações adequadas, optando por medidas que, segundo ele, favoreceram entidades centrais no esquema. A AGU, por sua vez, defendeu-se, afirmando que sua preocupação na época era com possíveis litígios predatórios contra o INSS, e que as fraudes só foram descobertas pela sociedade em abril deste ano.
Para acompanhar o desenrolar dessa situação, os cidadãos podem acessar as atualizações no site da PGR e nas redes sociais oficiais. Além disso, é possível denunciar irregularidades e solicitar informações diretamente nesses canais. O próximo passo da tramitação ainda não foi definido, mas novas audiências e discussões sobre o caso devem ocorrer em breve.