O ministro Dias Toffoli, do STF, decidiu não estender a nulidade dos processos do doleiro Alberto Youssef para o ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, e outros cinco réus da Operação Lava Jato. A única parte que se manteve foi o acordo de colaboração premiada que Youssef firmou. Advogados envolvidos na Lava Jato acreditavam que a anulação das condenações do doleiro poderia abrir margem para a revisão dos processos de outros réus, mas isso ainda não aconteceu. Em julho, Toffoli já havia reconhecido irregularidades nos procedimentos contra Youssef, apontando uma coordenação inadequada entre magistrados e o Ministério Público.
Dentre os seis réus que tentaram se beneficiar da decisão, apenas Marcus Pinto Rola conseguiu ter seu pedido aceito. O ministro determinou a exclusão de provas no caso dele, que foram obtidas de forma considerada ilegal. Os outros réus, incluindo Cabral e o ex-cônsul honorário da Grécia, não tiveram seus pedidos atendidos. A defesa de Cabral argumenta que as ilegalidades que afetaram Youssef também impactaram seu cliente e que isso deveria levar à anulação dos processos contra ele.
Para acompanhar as sessões do STF e outras decisões judiciais, os interessados podem acessar o site do tribunal e acompanhar as publicações oficiais. Informações sobre denúncias e processos também estão disponíveis nos canais de comunicação da Justiça. A decisão de Toffoli pode ser contestada, e alguns réus ainda buscam que o caso seja revisado pela Segunda Turma do STF. Assim, os desdobramentos da Lava Jato continuam a ser monitorados de perto, com possíveis novas audiências e decisões a caminho.