May 30, 2026
Política

Moraes aprova delação de Cid em investigação sobre suposto golpe político – 09/09/2025 – Poder

  • setembro 9, 2025
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O ministro Alexandre de Moraes, do STF, deu início ao julgamento da delação do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, na terça-feira (9). Moraes,

Moraes aprova delação de Cid em investigação sobre suposto golpe político – 09/09/2025 – Poder

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, deu início ao julgamento da delação do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, na terça-feira (9). Moraes, como relator do caso, foi o primeiro a votar e destacou que a análise dos benefícios concedidos a Cid por sua colaboração nas investigações será feita em outra etapa, durante a avaliação do mérito da ação penal. Ele comentou que eventuais falhas na delação não a invalidam, mas requerem uma avaliação posterior sobre a eficácia e os benefícios acordados.

As defesas de alguns réus, incluindo Bolsonaro e Walter Braga Netto, solicitaram a anulação do acordo de colaboração premiada de Cid. A situação dele levanta questões sobre o futuro do processo, já que ele pode perder os benefícios negociados com a Polícia Federal há dois anos, que incluíam redução de pena e proteção para seus familiares em caso de condenação. Durante seu depoimento, Cid não forneceu informações cruciais nos primeiros momentos e alterou sua versão em relação a figuras importantes no caso.

A Procuradoria-Geral da República pediu a condenação de Cid por crimes como golpe de Estado e associação criminosa armada. Na semana inicial do julgamento, os advogados de Cid foram os primeiros a se manifestar, defendendo que sem a delação, informações relevantes sobre reuniões de Bolsonaro com os comandantes das Forças Armadas não teriam vindo à tona. O advogado de Cid criticou a sugestão da PGR de reduzir os benefícios do acordo, afirmando que isso poderia acabar com o instituto da colaboração premiada.

Além disso, Cid também fez um pedido ao Exército para se afastar antes de completar o tempo necessário de serviço, o que está sendo analisado por uma comissão. Ele já acumula 29 anos e 6 meses de serviço, mas só teria direito a sair com todos os benefícios após 31 anos. Para acompanhar esse processo e outras sessões, é possível acessar os canais oficiais do STF.

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