Na manhã de segunda-feira (7), a Praça da Sé, em São Paulo, foi palco do 32º Grito dos Excluídos, uma manifestação que acontece anualmente no Dia da Independência, como uma forma de protesto em relação ao 7 de Setembro oficial. O evento contou com a presença de diversas entidades, como movimentos sociais, sindicatos e partidos políticos, que se uniram para discutir questões como a violência contra a mulher e a alta dos feminicídios. Este ano, o ato teve um foco especial nas críticas ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), em razão do aumento alarmante dessas ocorrências no estado.
A concentração começou às 7h, onde aproximadamente 2 mil pessoas em situação de vulnerabilidade social foram atendidas com café, pães e frutas. Além da capital paulista, manifestações similares ocorreram em 62 cidades de 24 estados e no Distrito Federal. Durante o ato, os participantes reivindicaram a melhoria de políticas públicas voltadas à proteção de grupos vulneráveis e criticaram a terceirização de serviços essenciais, bem como a violência policial.
Entre os políticos presentes, estavam a deputada federal Juliana Cardoso e o ex-ministro Paulo Teixeira (PT), mas, conforme um acordo com os organizadores, os políticos não puderam fazer discursos. O ato foi marcado por um clima de união entre diferentes partidos de esquerda, incluindo a presença de legendas como União Popular e PCB, que também estão na disputa eleitoral deste ano.
Para acompanhar as próximas sessões e atualizações sobre as reivindicações, os cidadãos podem acessar os canais oficiais da Assembleia Legislativa de São Paulo. O andamento das discussões sobre as demandas levantadas no protesto deve seguir nas próximas semanas, com a possibilidade de novas audiências públicas e debates sobre as políticas de segurança e direitos humanos no estado.