Na semana passada, os ministros do STF, Alexandre de Moraes e André Mendonça, se envolveram em uma crise significativa. Mendonça, que cuida da investigação do Banco Master, decidiu retirar o sigilo de um relatório da Polícia Federal que traz mensagens trocadas entre Daniel Vorcaro e um número atribuído a Moraes. Após o caso ganhar destaque, Moraes pediu a Edson Fachin que investigasse Mendonça por abuso de autoridade e improbidade administrativa.
Dados da Palver, até o dia 4 de setembro, mostraram que Moraes recebeu mais de 80% de menções negativas nas redes sociais. Entre 4 e 6 de setembro, Vorcaro apareceu em 27% das mensagens que mencionavam ministros do STF e em 15% das que citavam Lula e Flávio Bolsonaro. Quando analisamos a conexão de Vorcaro com Flávio, ele é mencionado em 56,5% das mensagens, superando os 48,7% de Lula. Além disso, uma em cada três mensagens sobre Flávio menciona o caso do Banco Master, enquanto uma em cada sete faz o mesmo em relação a Lula.
A crise no STF também afeta a percepção pública de ambos os políticos. A narrativa entre os apoiadores de Bolsonaro pede o impeachment de Moraes, com 8,8% das mensagens mencionando essa demanda. Por outro lado, Mendonça é visto como um herói por alguns, com apoio manifestado em vídeos e abaixo-assinados. As mensagens que associam o Banco Master a Flávio continuam a circular, com expressões que cobram explicações sobre repasses relacionados ao filme “Dark Horse”.
Para quem deseja acompanhar essa situação, as sessões do STF são transmitidas ao vivo, e documentos oficiais estão disponíveis no site da corte. A crise ainda deve se desenrolar, com possíveis novas revelações e investigações em andamento. A agenda de votações e audiências públicas pode ser afetada por esses desdobramentos, impactando a condução das campanhas de Lula e Flávio.