Um relatório da Polícia Federal, utilizado pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, trouxe à tona informações sobre o colega André Mendonça e suas ações como relator de inquéritos que envolvem o Banco Master e o INSS. O documento, que não apresenta autoria identificada, classifica suas informações como de baixa confiabilidade e aponta que Mendonça teria direcionado investigações de maneira a favorecer algumas autoridades, como o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Segundo a PF, o relatório alerta que suas conclusões não têm valor probatório e que o uso público das informações poderia comprometer investigações mais sólidas.
Entre as hipóteses levantadas, uma delas considera que Mendonça teria uma desavença com Alcolumbre, o que o levaria a tentar desestabilizá-lo politicamente. A PF também menciona que o advogado-geral da União, Jorge Messias, não recorreu a decisões de Mendonça sobre a PF por interesse pessoal em manter uma relação política com ele. A aproximação entre os dois poderia estar ligada à tentativa de Messias de renovar sua indicação ao STF, após sua rejeição pelo Senado.
Além disso, o relatório comenta diferenças no tratamento dado a Moraes em relação a outros ministros do STF, sugerindo que Mendonça demonstrava interesse em investigar Moraes, mas não encontrou evidências concretas para isso. Em relação a outros investigados, a PF identificou variações nos prazos de análise de casos, levantando a hipótese de que o perfil do investigado poderia influenciar a rapidez das investigações. Para acompanhar as atividades do STF e a tramitação dos casos, é possível acessar o site oficial do tribunal, onde também estão disponíveis documentos e canais de denúncia. As próximas etapas incluem a análise de possíveis audiências públicas e a fiscalização das ações da PF.