Na noite de sábado, 22 de agosto, a campanha do deputado federal Danilo Forte (PP-CE) estava pronta para distribuir material em uma praça no bairro Cidade 2000, em Fortaleza, mas a atividade foi barrada. Militantes que acompanhavam a ação foram ameaçados por homens armados que afirmaram que o local era controlado por uma facção criminosa. Após o ocorrido, Forte fez uma denúncia à Polícia Federal e ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Esse episódio aconteceu dois dias depois que dois homens foram presos em Forquilha, suspeitos de ameaçar e extorquir políticos na região, supostamente a mando de um membro do Comando Vermelho (CV) que estava no Rio de Janeiro.
Recentemente, em uma operação chamada Arquipélago 2, a Polícia Civil do Ceará prendeu oito integrantes do CV envolvidos em crimes em Forquilha e áreas próximas. Um dos suspeitos foi encontrado em um hospital no Rio. A operação tinha como objetivo desmantelar uma célula da facção que estaria extorquindo políticos locais, com pedidos que chegavam até R$ 300 mil. Essa não é a primeira vez que a atuação do CV é investigada em relação às eleições no Ceará; em 11 de agosto, três vereadores foram detidos na Operação Omertà, que apura a atuação da facção nas eleições de 2024 e 2026.
Para acompanhar as sessões e denúncias relacionadas a esses casos, o público pode acessar o site do TRE e utilizar canais de comunicação com a Polícia. O TRE também solicitou o envio de forças federais a 67 municípios cearenses para o primeiro turno das eleições em 4 de outubro, em resposta às preocupações sobre a influência das facções criminosas. O governador Elmano de Freitas (PT) manifestou apoio ao trabalho das forças de segurança, destacando a importância do apoio federal. O clima de apreensão em relação à segurança eleitoral é evidente, e casos de possíveis interferências em outros municípios, como Maracanaú e Santana do Acaraú, também surgem nas redes sociais.