Nesta quarta-feira (2), a Câmara dos Deputados aprovou a indicação do ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSB-MG), para ser ministro no Tribunal de Contas da União (TCU). A votação foi secreta, com 404 votos a favor e 61 contra, além de uma abstenção. Os deputados puderam participar remotamente pelo aplicativo Infoleg. Essa votação acontece em um momento de esforço concentrado no Congresso Nacional, próximo das eleições. Pacheco teve seu nome aprovado pelos senadores na noite anterior e agora aguarda a nomeação oficial do presidente Lula (PT). Ele assume a vaga deixada por Bruno Dantas, que pediu para sair antecipadamente.
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), elogiou a “expressiva votação” e destacou a capacidade técnica e política de Pacheco para o novo cargo. O ex-deputado federal e empresário Renzo Braz (PP-MG) é o primeiro suplente de Pacheco. Para acelerar a aprovação, o atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), dispensou a sabatina na Comissão de Assuntos Econômicos e fez um esforço para que lideranças partidárias apoiassem a indicação, reforçando que a escolha foi coletiva.
Pacheco, que decidiu não se candidatar à reeleição e também optou por não disputar o governo de Minas Gerais, manifestou empolgação com o novo desafio no TCU. Apesar das pressões, ele não foi escolhido por Lula para a vaga no STF, que acabou sendo oferecida a Jorge Messias, cuja indicação foi rejeitada. No TCU, dos nove ministros, três são indicados pelo Senado, três pela Câmara e três pelo presidente da República. Agora, aguarda-se a oficialização de sua nomeação e os próximos passos da tramitação. Para acompanhar as sessões e documentos sobre este assunto, os cidadãos podem acessar o site da Câmara dos Deputados.